Em 17 de dezembro de 2010, Mohamed Bouazizi chegou ao seu limite. Esse feirante tunisiano de 26 anos estava frustrado por não conseguir um emprego melhor. Além disso, os fiscais do governo exigiam subornos e, naquele dia, confiscaram as frutas que Mohamed estava vendendo. Quando pegaram sua balança, ele tentou impedi-los. Segundo algumas testemunhas, ele levou um tapa de uma policial.
Humilhado e furioso, Mohamed foi ao gabinete do governador local para reclamar, mas não conseguiu uma audiência. Em frente ao prédio, ele teria gritado: “Como vocês esperam que eu sustente a minha família?” Depois de se encharcar de um líquido inflamável, ele acendeu um fósforo e, em menos de três semanas, acabou morrendo por causa das queimaduras.
Esse ato desesperado teve grande repercussão na Tunísia e em outros países. Muitas pessoas acham que isso foi o estopim de uma revolta que derrubou o governo tunisiano e de protestos que logo se espalharam por outros países árabes. O Parlamento Europeu concedeu a Mohamed e a outras quatro pessoas o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2011, e o jornal The Times, de Londres, elegeu-o como personalidade de 2011.
Como esse exemplo mostra, os protestos podem ser um recurso poderoso. Mas o que está por trás da recente onda de protestos? Existe outra solução?
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